Comentário semanal do eurodeputado José Gusmão aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 06 Mar. 2020

O eurodeputado José Gusmão, eleito pelo BE, no seu comentário desta sexta-feira, 6 de março, abordou aos microfones da Rádio Campanário a problemática em torno do COVID-19 e ainda a diferença salarial entre homens e mulheres.

José Gusmão considera que “os impactos económicos do COVID-19 são difíceis de estimar, ainda não temos conhecimento da progressão que a epidemia pode vir a ter”, acrescentando que “sabemos que tem impactos, uma vez que algumas das medidas que estão a ser tomadas para controlar a propagação do vírus, são medidas que tem efeitos negativos na economia”.

O eurodeputado exemplifica com “o cancelamento de voos da TAP”, que classifica como “uma medida que tem impactos negativos, no entanto são medidas necessárias e bem aplicadas”.

José Gusmão refere que “o Parlamento Europeu vai fazer uma sessão sobre os aspetos do coronavírus, onde serão debatias as questões de saúde pública e os aspetos económicos”.

Na opinião do eurodeputado “é absolutamente necessário fazer duas coisas e não fazer outras duas”, ou seja, “é absolutamente necessário não lançar o pânico, o pânico não serve para nada e não previne epidemia nenhuma, a segunda coisa que considero absurda é fazer um aproveitamento político da epidemia do coronavírus”. José Gusmão lembra que “já tivemos dirigentes políticos a espalharem informações falsas com o único objetivo de obterem dividendos políticos”.

Relativamente ás medidas que considera necessárias, o eurodeputado refere que “é necessário avaliar a capacidade de resposta do SNS e de todos os serviços públicos que podem contribuir para uma menor propagação da epidemia”, lembrando que “o que temos verificado é que anos e anos de desinvestimento deixaram o SNS numa posição muito frágil”.

Questionado pela RC sobre o afastamento do responsável da linha saúde 24 e consequente denuncia de cortes no financiamento da linha, José Gusmão refere que “quando se zangam as comadres descobrem-se as verdades”, acrescentando que “na realidade já se sabia que tinha existido um corte na saúde 24, o BE já o tinha denunciado, aliás é um corte estupido, uma vez que a saúde 24 poupa dinheiro, não o gasta”.

O eurodeputado considera que “precisamos de uma resposta, quer do ponto de vista económico, quer do ponto de vista da preparação dos serviços públicos, para uma possível maior dimensão desta epidemia”.

José Gusmão afirma que “o coronavírus é um problema de saúde pública e temos de consciencializar as pessoas para isso”.

Sobre o cancelamento de alguns eventos, como foi o caso da BTL, o eurodeputado refere que “os cancelamentos de eventos são medidas preventivas”, acrescentando que “é preferível agir orientados por um princípio de prudência e mais tarde constatar que se calhar não era necessário cancelar alguns eventos, do que tomar decisões mais ou menos descontraídas que depois podem vir a ter consequências catastróficas”.

José Gusmão refere ainda que “do ponto de vista das instituições europeias tem de existir uma margem para que os países possam realizar os investimentos que considerem necessários na capacidade de resposta dos seus serviços”.

Sobre a diferença salarial entre homens e mulheres que caiu 0.80€, o eurodeputado refere que “durante muito tempo esta situação foi considera um prolema a prazo, ou seja, com o passar do tempo essa diferença iria-se esbater”, no entanto, “hoje sabemos que se trata de um equívoco, aliás em muitos países essa diferença está a aumentar”.

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