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Comentário semanal do eurodeputado José Gusmão aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 14 Fev. 2020

O eurodeputado José Gusmão, eleito pelo BE, no seu comentário desta sexta-feira, 14 de fevereiro, abordou aos microfones da Rádio Campanário as questões relativas aos projetos sobre a morte assistida, a problemática da exploração de lítio e o crescimento do PIB que superou as expetativas do ministério das finanças.

José Gusmão começa por referir que “a eutanásia já é um debate antigo”, considerando que “nesta fase o mais importante é esclarecer as pessoas sobre o que está em causa”.

O eurodeputado explica que “infelizmente tem existido muita falsa informação que procura assustar as pessoas”, acrescentando que “estamos a falar de decisões tomadas por doentes terminais, na plena posse das suas faculdades”.

Para José Gusmão, “nas situações em que estas condições não se verifiquem a morte assistida não será possível”, referindo que “quem não estiver nestas condições não é abrangido por esta proposta, passa sim para o âmbito do testamento vital”.

O eurodeputado considera que “este projeto visa responder a pessoas que estão numa situação de sofrimento agudo, em que muitas vezes não é possível resolver com cuidados paliativos, mas onde ainda estão conscientes e nas suas plenas faculdades mentais para tomarem esta decisão”.

Apenas estão previstos os casos onde “a doença ou a lesão em causa é considerada intratável”, ou seja, “o que está a ser discutido é antecipar a morte de pessoas que se sabe que vão morrer”.

José Gusmão volta a afirmar que “em todos os projetos a decisão do paciente tem de ser reconfirmada um número variável de vezes e só a pessoa envolvida é que pode tomar essa decisão”.

Sobre a extração de lítio, o eurodeputado começa por referir que “temos defendido que o lítio é uma fonte de armazenamento de energia com algum potencial de transição, no entanto não deve suprimir o investimento em fontes de energia verdadeiramente limpas”.

Para José Gusmão “o modelo de exploração que está a ser implementado não garante as condições ambientais necessárias”, e “no nosso entender esta matéria, do ponto de vista ambiental, o estado tem de assumir essa responsabilidade diretamente”.

O eurodeputado afirma que “para salvar o ambiente é preciso não destruir o ambiente”.

Naquilo que concerne ao crescimento do PIB, que superou as expetativas do ministro das finanças, José Gusmão refere que “é um exercício de previsão complicado de fazer, uma vez que a conjuntura económica internacional é sempre muito relevante”.

José Gusmão lembra que “desde que entrámos na zona euro que tivemos níveis de crescimento económico muito baixos”, acrescentando que “os anos da geringonça foram os anos em que o crescimento foi mais acentuado, o que se torna um grande argumento para as políticas que foram implementadas”.

Para o eurodeputado “esta política de devolução de rendimentos deve ser prosseguida”.