Comentário semanal do eurodeputado Nuno Melo aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Revista de Imprensa 12 Mar. 2020

O eurodeputado Nuno Melo, eleito pelo CDS-PP, no seu comentário desta quinta-feira, dia 5 de março, abordou aos microfones da Rádio Campanário as problemáticas relacionas com o COVID-19.

O eurodeputado começa por referir que “estamos perante uma situação que é grave, mais a mais, foi declarada uma pandemia”, acrescentando que “estamos perante uma doença que afeta todo o mundo”.

Nuno Melo considera que “o último caso que tivemos, que apresenta algumas semelhanças com este, foi a chamada gripe espanhola”, o que implica que “quando se fala do COVID-19 não podemos desvalorizar e dizer que se trata apenas de uma gripe ou achar que não tem nenhum problema de maior”.

A situação em Itália não foi esquecida, referindo o eurodeputado que “significa a morte de cerca de 100 pessoas por dia”, ao mesmo tempo que lembra que “para além dos mais velhos e das pessoas com outros problemas de saúde, não nos podemos esquecer dos profissionais de saúde, que desempenham verdadeiras missões de risco”.

Para Nuno Melo “a própria forma de transmissão da doença obriga-nos a ter comportamentos que evitem o maior risco de contágio”, lembrando que “na sociedade temos exemplos muito maus, existem casos em que foi dada a indicação para ficarem de quarentena e as pessoas andaram nos cafés, nos transportes públicos, nas praias, etc”.

O eurodeputado é taxativo e afirma “o primeiro passo para a prevenção / contenção da doença tem de partir de cada um de nós”, acrescentando que, “no entanto, o nosso SNS tem poucos meios, temos excelentes profissionais, desde médicos, enfermeiros, técnicos, etc, que todos os dias enfrentam esta doença sem meios ou com meios muito reduzidos”.

Sobre os comunicados emitidos pela tutela, Nuno Melo, considera que “eles referem que está tudo preparado e que a população pode ficar tranquila, mas as situações que vivemos não podem significar que estamos preparados”.

Naquilo que concerne ao encerramento de escolas e eventual antecipação das férias da Páscoa, o eurodeputado refere que “noutros países as escolas têm vindo a encerrar paulatinamente, mas a verdade é que o combate também não tem sido o mais apropriado”.

Nuno Melo refere que “parece-me prudente que as escolas vão encerrando na medida em que a doença avança”, no entanto, “não quero estar a dar sentenças sobre esse assunto, até porque os próprios especialistas na matéria apresentam opiniões diversas”.

Para Nuno Melo “quanto mais isoladas as pessoas estiverem menos riscos correm”, daí que considere que “o cancelamento de voos seja uma boa medida para evitar que o vírus continua a sua expansão”.

O eurodeputado não deixa de referir que “nós tivemos uma falha muito grave quando não colocámos as pessoas que regressaram de zonas de risco em quarentena”.  

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