Nós precisamos, de apoios para uma recuperação justa, porque os utentes, merecem. Manuel Lemos. (c/som)

Entrevistas 22 Jun. 2021

A Rádio Campanário falou com o presidente do secretariado nacional da UMP, Manuel Lemos, que nos falou dos apoios por parte do governo, aos lares da santa casa, da vacinação em massa, nos respetivos lares e das listas de espera para entrada nestes lares.

RC: Os nossos lares das misericórdias, estão salvaguardados, quase a 100%, pela vacinação, de qualquer das formas esta saga ainda não terminou, mas já pode fazer um balanço, quantos idosos faleceram durante a pandemia, nos lares das misericórdias?

Vamos lá ver, estamos a falar de cerca de 1210. Nós vamos publicar um estudo, sobre isso. Queria dizer-lhe que isto corresponde a cerca de 7%, dos idosos de um lar, mas, no total, em Portugal, morreram cerca de 26%, dos idosos em Portugal, que é um número muito baixo.

Se você compara com os quase 50% da Itália, a Alemanha tem 32%, os nossos resultados demonstram que as misericórdias e o IPS, souberam tomar conta dos idosos, claro que no princípio foi uma tragédia. É preciso dizer uma coisa, esta crise ainda não acabou, veja o que se está a passar em lisboa, e noutras cidades, mostra que não podemos descuidar.

Como presidente das misericórdias, queria pedir a todas as pessoas, sejam novas, sejam velhas, precavejam-se, vacinem-se, os que não foram vacinados, não faltem. E mesmo assim, tendo cuidado, podem aparecer variantes, a que a vacina não pode ainda não responder de forma eficaz.

RC: Haviam muitos lares que tinham longas filas de espera, essas vagas que ficaram abertas por essas 1200 pessoas que faleceram, hoje os lares já têm novamente essa ocupação?

A resposta é que, é evidente que as pessoas sabem que nós fizemos tudo para proteger essas pessoas, e portanto, se compararmos com aqueles que morreram fora dos lares, infelizmente o número é muito maior, e portanto as pessoas que estão connosco, estão cuidadas, e estamos a repor esses números, e continuamos com uma longa lista de espera.

RC: Relativamente aos apoios do governo, muitas vezes durante a pandemia, e queixaram-se de alguma falta de apoio, continuam, ou o passo está acertado?

Não, não está acertado, nós cooperamos com o Governo… institucionalmente… nós, em Portugal, temos governo, portanto aquilo que o governo não apoiou, nós tivemos oportunidade de apoiar, e contratar pessoas para as nossas instituições, … mas as instituições pagaram muito mais do que aquilo que receberam.

Estamos em situação financeira difícil, e por isso, nós precisamos que ao abrigo do acordo de cooperação 2021/2022, iniciemos um processo de recuperação e que, é verdadeiramente justo, e que os idosos de Portugal, os deficientes de Portugal e as crianças de Portugal, merecem.

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