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Reguengos de Monsaraz

Utentes da Misericórdia de Reg. de Monsaraz viveram a alegria e a esperança, do outro lado da vidraça, com a atuação da Banda Corvalense (C/SOM E FOTOS)

Entrevistas 19 Out. 2020

Os idosos têm sido uma das populações que mais tem sofrido com o impacto da pandemia COVID-19. Para além de terem de lidar com esta nova realidade, os anciãos vivem cada vez mais em isolamento, sobretudos os que vivem nos Lares. As visitas dos familiares/amigos são cada vez mais limitadas, devido à situação atual. Desde o início da pandemia em Portugal, que os utentes dos Lares têm lidado cada vez mais com o isolamento e a solidão. Porém, tanto os funcionários como outras entidades, tentam alegrar os dias destas pessoas.

Este domingo, a Banda da Sociedade Filarmónica Corvalense, de S. Pedro do Corval, realizou um miniconcerto no exterior do Lar D. Josefa Valadas da Costa da Santa Casa da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz, no âmbito das comemorações do Mês do Idoso. Separados pelas janelas, a Banda Filarmónica proporcionou um momento musical e levou esperança e alegria para os utentes daquela instituição. Foi visível o brilho dos olhos nos utentes, que também cantaram com os músicos.

A Rádio Campanário esteve presente e falou com a presidente da direção da Banda, Márcia Gaspar, que contou que foram convidados pela Misericórdia de Reguengos de Monsaraz “para virmos aqui trazer esperança e alegria a estes utentes e a todos aqueles que trabalham aqui intensivamente, com esta pandemia que atravessamos”.

Márcia Gaspar salientou ainda que o reportório que a Banda tocou “foram pensadas para chegar até eles [idosos]” e para que conseguissem recordar “os seus bons velhos tempos e vimos o brilho nos olhos e o entusiamo com que eles estiveram a ouvir-nos neste momento muito importante e significativo para eles”.

A presidente da Banda da Sociedade Filarmónica Corvalense frisou a importância destas iniciativas, “principalmente para a saúde mental destas pessoas, que estão em confinamento desde abril, sem verem os seus familiares e sem terem o afeto deles”.

Carlos Bia, maestro da Banda de S. Pedro do Corval, mostrou-se “feliz” pelo convite feito pela Santa Casa da Misericórdia de Reguengos de Monsaraz, enaltecendo que “quando fazemos música, fazemo-la para chegar ao coração das pessoas”.

Para o maestro, este concerto foi importante, porque “hoje em dia os eventos estão praticamente todos cancelados e aqueles que não estão irão ser, porque as coisas estão a ficar cada vez piores. É muito gratificante termos estes grandes momentos, onde conseguimos chegar ao coração das pessoas”.

Carlos Bia disse ainda que neste miniconcerto, esteve praticamente toda a banda presente “de alma e coração cheio por alegrar estas pessoas”, e admitiu que “foi muito emotivo ver a alegria espelhada destes utentes que estão aqui fechados e ver que a nossa música chegou até eles. Isso é o mais gratificante”.

Sobre o reportório escolhido para este momento musical, o maestro explicou que “foi preparado de maneira diferente, porque nós sabíamos que íamos tocar para pessoas que estão fechadas há tanto tempo e sem receber visitas. Tocámos só música portuguesa e a maior parte deste público conheceu as obras. Este reportório foi preparado quase ao pormenor, para que tivessem sempre connosco e para que naqueles 35 minutos de miniconcerto esquecessem de tudo o resto”.

O músico salientou a importância deste tipo de iniciativas, que podem alargadas a outros lares de idosos, até porque “estas pessoas precisam deste carinho”.

“A vida não pode ficar presa apenas a uma pandemia. Devem ser tomados todos os cuidados, porque estamos a lidar com uma população extremamente débil e fragilizada. Mas acho que, se houver mesmo vontade, há espaço para tudo. Podemos tocar na rua ou numa tenda, desde que haja vontade de fazer estas iniciativas. Estas pessoas precisam deste carinho e nós, Bandas Filarmónicas, também precisamos destes eventos”.

Carlos Bia admitiu que “tem sido extremamente difícil fazer alguma atividade”, mas que no concelho de Reguengos de Monsaraz têm havido, quer da parte do Município, como da DGS, uma abertura para realizar os projetos que a Banda tem desenvolvido.

O maestro contou que terminaram recentemente o projeto “Concertos da Esperança”, em que “fomos às aldeias fazer concertos e desfiles, na altura em que eram festejadas as festas tradicionais. Já que não se realizaram as festas das aldeias, fomos nós a irmos ter com as pessoas. Fizemos desfile e miniconcertos e certamente todas as pessoas das aldeias se vão lembrar que em 2020 não houve festa, mas que a Banda Filarmónica teve presente e deu o seu contributo”, enalteceu.

“Foi muito importante para nós, porque conseguimos manter a nossa atividade, dar motivação aos músicos e ter sempre algo para fazer, porque as Bandas Filarmónicas, assim como toda a cultura, atravessam uma fase extremamente difícil, mas a cultura é quase tão importante como o pão na mesa, porque a cultura é aquilo que nos define enquanto povo”, frisou Carlos Bia.

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