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Açores recebem em julho primeira astronauta negra a pilotar uma nave espacial

Regional Escrito por  10 Jun. 2022

Três mulheres astronautas entre as quais Sian Proctor, a primeira mulher negra a pilotar uma nave espacial, estarão nos Açores na cimeira Glex, entre 04 e 07 de julho, foi hoje anunciado em Nova Iorque pelos organizadores.

Integradas numa comitiva de 200 especialistas em áreas como os oceanos e a conservação da natureza, elas representam “a elite” da exploração espacial, disse à Lusa Manuel Vaz, um dos organizadores da cimeira.

Sian Proctor nasceu no Guam, ilha do Pacífico, e tornou-se geocientista e astronauta. Segundo a organização, “não só foi a primeira mulher negra a pilotar uma nave espacial como é a primeira astronauta comercial negra”. 

A norte-americana Cady Coleman é uma antiga astronauta da NASA (Agência Espacial Norte-Americana) e coronel da Força Aérea que conta 180 dias em duas missões espaciais e uma expedição de seis meses à Estação Espacial Internacional.

A artista Nicole Scott, que pintou a primeira aguarela no espaço é a outra convidada da terceira edição da Glex (Cimeira Global da Exploração).

Astronauta durante 15 anos da NASA, Nicole Scott viveu e trabalhou na Estação Espacial Internacional e na nave espacial, onde pintou a primeira aguarela no espaço. 

Também é conhecida por ter participado na primeira troca de mensagens ao vivo no Twitter, no Espaço.

A Glex resulta de uma coorganização entre o Clube dos Exploradores, de Nova Iorque, e a portuguesa Expandig World.

O Clube dos Exploradores foi fundado em Nova Iorque em 1904 e tem cerca de 3.000 membros e entre eles, ao longo das décadas, estão pessoas que chegaram pela primeira vez a locais como o Pólo Norte, Pólo Sul, a Lua, o topo do monte Evereste e o ponto mais fundo do oceano conhecido, na fossa das Marianas.

Sob o lema ‘what’s next’ (o que fazer a seguir), os especialistas discutirão em Ponta Delgada (ilha de São Miguel, Açores) os oceanos, exploração espacial, conservação da natureza, alterações climáticas e as atuais e as futuras grandes expedições. 

“Quando falamos dos aspetos práticos de como enfrentamos a realidade que vivemos é necessário conhecimento interdisciplinar”, disse à Lusa o presidente do Clube dos Exploradores, o astronauta Richard Garriot, para justificar a diversidade de intervenientes.

“A Glex é o local para pormos todas estas disciplinas juntas em prol do aumento do conhecimento”, considerou o presidente do Clube dos Exploradores.

Richard Garriot adiantou que alguns dos temas concretos da discussão sobre o futuro poderão passar por “trazer recursos que existem no espaço, como o alumínio ou o platinum para a terra ou, falando dos oceanos, passará por restaurar o meio marinho, como os corais.

A Glex terá também uma sessão inicial em Lisboa, em 02 de julho, um dia depois de terminar a conferência dos oceanos das Nações Unidas, após o que “partirá para os Açores”.

De 04 a 07 de julho, passarão por Ponta Delgada exploradores, pioneiros, cientistas e investigadores.

Outros nomes já anunciados são o responsável pelo programa marciano da agência espacial norte-americana, James B. Garvin

O casal de conservacionistas franceses Beverly e Dereck Joubert apresentará um projeto que procura salvar 100 rinocerontes de caçadores furtivos fazendo os animais atravessar a fronteira entre a África do Sul e o Botsuana.

Um biólogo marinho que apresenta programas de vida selvagem, Austin Gallagher, falará sobre tubarões-tigre nas Bahamas e o maior prado de ervas marinhas do mundo.

*** A Lusa viajou a convite do Glex ***

 

C/Lusa

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