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Alentejo

Adegas do Alentejo afastadas do mercado do álcool gel devido a produtos "mais baratos" e "sem controlo"

Adegas do Alentejo afastadas do mercado do álcool gel devido a produtos "mais baratos" e "sem controlo" Foto: Artur Machado / Global Imagens
Regional 03 Mar. 2021

As empresas vitivinícolas do Alentejo, confessam não ter capacidade de competir no mercado de álcool gel, devido à proliferação de produtos mais baratos mas "sem controlo" das autoridades.

É de notar que a Ervideira, no distrito de Évora, e a Adega Cooperativa da Vidigueira, Cuba e Alvito, no distrito de Beja, foram das primeiras empresas a apoiar a linha da frente do combate à pandemia de covid-19, numa altura de enorme escassez de álcool gel.

No entanto, um ano depois do início da pandemia em Portugal as empresas não competem mais no mercado.

Segundo avança a Lusa, o diretor executivo da Ervideira, explicou que o mercado foi inundado por produtos muito gelatinosos, mas que "não têm 70% de álcool", conforme a legislação em vigor, e que são vendidos "com 6% de IVA".

Uma realidade que afeta as vendas da Ervideira, e que estorva Duarte Leal da Costa porque, "estão completamente fora da legislação, não são sanitizantes, mas as pessoas põem um produto qualquer nas mãos e acham-se seguras. Então, o mercado tornou-se num mercado de preço e não de produto sanitizante".

A Ervideira produziu, desde o início da pandemia, 25 mil litros de álcool gel, do qual ofereceu às autoridades de saúde e instituições locais toda a primeira parte, "cerca de 15%", antes de começar a comercializar.

No entanto, atualmente, o mercado está invadido de "produto tão barato" que as próprias instituições, que antes foram apoiadas pela adega, "já não estão a pedir" esse tipo de donativo.

Já o presidente da Adega Cooperativa de Vidigueira, Cuba e Alvito (ACVCA), José Miguel Almeida, justifica esta situação pelas "importações de outros países" de produtos que "não têm o controlo que tem o produto feito em Portugal", avança à Lusa.

ACVCA ofereceu pelo menos 2.500 dos cerca de 13.000 litros de álcool gel que produziu nos últimos 12 meses, e reconhece que o desinfetante produzido a partir de álcool vínico "não é o mais competitivo" e, por isso, "está em desvantagem."

A cooperativa do Baixo Alentejo fez mesmo um investimento "a rondar os 100 mil euros" para criar uma unidade de produção de álcool gel com recurso a "fundos nacionais e europeus".

Duarte Leal da Costa, diretor executivo da Ervideira, esclarece que a adega vai continuar a produzir álcool gel enquanto houver "empresas interessadas nisso", mas acredita que a procura por este produto vai desaparecer, tal como a as máscaras, assim que a vacinação estiver generalizada.

 

(Fonte: Lusa)

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