Ativistas entraram na Refinaria da Galp em Sines para levar plano de Transição Justa

Regional Escrito por  Nota de Imprensa 09 Jul. 2022

Ativistas da Ação 1.5 entraram hoje na Refinaria para levar um plano pela Transição Justa aos trabalhadores da Refinaria. Neste momento, alguns dos participantes foram detidos pela polícia, mas o protesto mantém-se ativo, com mais de um centena de participantes em ação em diferentes entradas desta refinaria.

Um plano para a Transição Justa desta refinaria é não só necessário como urgente, e entregá-lo a quem deve liderar esta transição - quem trabalha na infraestrutura - é essencial. Esse é o cerne da ação de hoje, em que ativistas entraram na refinaria para entregar em mão um plano de transformação não só da infraestrutura, mas de toda a região de Sines, e em que entregaram a uma grande quantidade dos trabalhadores que saíam dos seus turnos este mesmo plano. Não preparar uma Transição agora é preparar o terreno para um encerramento à conveniência dos acionistas milionários da Galp, tal como aconteceu em Matosinhos.

Este protesto exige:

Transição Energética justa:
– Através de um plano de Transição Justa baseado num diálogo social que privilegie os trabalhadores e as comunidades afetadas.

Transição Rápida e guiada pela ciência:
– Encerramento planeado e gradual da Refinaria de Sines até 2025.
– Simultaneamente, em Sines, investimento imediato em energia renovável e produzida localmente, por uma entidade municipal gerida democraticamente, de forma que até 2025, 100% da energia consumida em Sines seja de fontes renováveis.

Transição dirigida por critérios claros de justiça social:
– Garantia imediata de emprego público, na zona de Sines, ou reforma sem perda de rendimentos, para todos os trabalhadores diretos ou indiretos da Refinaria da Galp em Sines.
– Formação profissional em Empregos para o Clima que comece agora e que abranja todos os trabalhadores.
– Criação de um serviço público e descentralizado no setor energético até ao ano 2025, com uma reconversão para 100% renovável até 2030, que forneça energia renovável de baixo custo.

Transição liderada pelos trabalhadores e pela comunidade:
– Criação de uma comissão de Transição Justa, integrada por trabalhadores e membros da comunidade que gira a discussão e supervisione o cumprimento do plano.

Transição que responsabilize financeiramente a Galp e os seus acionistas pelos custos da transformação:
– Financiando todo o programa de transição.
– Garantindo Formação profissional para todos os trabalhadores antes do encerramento da Refinaria.
– Garantindo 100% dos rendimentos dos trabalhadores durante a transição.

O protesto mantém-se na refinaria, ainda neste processo de contacto e alerta não só para a necessidade da Transição Justa como para a urgência da crise climática, que se manifesta de maneira cada vez mais evidente em Portugal e no mundo, através de fenómenos extremos, secas, incêndios florestais, cheias, tempestades tropicais e outros eventos que destroem o próprio tecido da sociedade e a empurram para a barbárie.

Foto: Observador.

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