25 maio 2022
 
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COVID19

Autoridades admitem que quem levou a 1ª dose da vacina AstraZeneca pode vir a tomar a 2ª dose de outra marca

Regional 12 Abr. 2021

A Comissão Técnica de Vacinação contra a Covid-19 da Direção-Geral da Saúde (DGS) admite que quem recebeu a primeira dose da AstraZeneca, com menos de 60 anos, poderá receber a segunda dose de vacina de uma marca diferente.

 

De acordo com algumas declarações de um dos membros da Comissão Técnica, Luís Graça, ‘’Todas as vacinas usam a mesma proteína, pelo que do ponto de vista da imunologia, à partida, será equivalente a resposta imunitária induzida com uma vacina de uma marca diferente". Esta hipótese encontra-se ainda em estudo, sendo que a DGS aguarda estudos para tomar uma decisão. A DGS tem vindo a recomendar, desde a semana passada, que esta vacina fosse administrada apenas a pessoas com mais de 60 anos. Com a primeira dose da AstraZeneca já se encontram vacinados cerca de 200 mil portugueses.

 

Luís Graça explica que, dado ao intervalo entre as doses da vacina da AstraZeneca, que é de 12 semanas, as autoridades têm, até maio, que averiguar o que se passa nos outros países, quais as alternativas, assim como aguardar por mais dados, principalmente pelo trabalho que a Universidade de Oxford está a fazer: o estudo da eficácia da vacina e a segurança de fazer uma segunda dose de marca diferente.

 

Ainda conforme o investigador, as autoridades estarão mais confiantes da ‘’estratégia mais segura e eficaz’’, quando chegar a altura em que Portugal começará a dar a segunda dose. O especialista do Instituto de Medicina Molecular (IMM) explica que "na segunda dose aquilo que se pretende é expor o nosso organismo às proteínas do vírus que estavam na primeira dose e todas as vacinas usam a mesma proteína – a proteína spike – pelo que do ponto de vista da imunologia, à partida, será equivalente a resposta imunitária induzida com uma vacina de uma marca diferente".

 

Até ao momento, os estudos não avaliaram esta solução, uma vez que é mais seguro aguardar por resultados que confirmem uma resposta da segunda dose que seja igualmente vigorosa, afirma Luís Graça. Entretanto, outros países já optaram por dar uma segunda dose de outra marca, independente dos estudos que as autoridades portuguesas aguardam.

 

Os dados divulgados na semana passada mostram perto de 580 mil pessoas com a vacinação completa contra a Covid-19, referente a 6% da população, das quais cerca de 300 mil idosos com 80 ou mais anos.

 

O relatório da DGS, com dados até 4 de abril, indica que 1.334.338 pessoas (13% da população) encontram-se vacinadas com a primeira dose. Já no final da semana, a ‘’task-force’’ do plano de vacinação revelou que Portugal, desde 27 de dezembro de 2020, conseguiu atingir dois milhões de vacinas contra a Covid-19 administradas à população.

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