29 Nov. 2021
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Alentejo

Comentário semanal do eurodeputado José Gusmão aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Regional 22 Out. 2021

Na Revista de Imprensa desta sexta-feira, dia 22 de outubro, contámos com o comentário do eurodeputado José Gusmão do Bloco de Esquerda.

O tema principal a ser abordado, hoje, foi o processo de negociações que decorre entre o governo e os partidos à esquerda, nomeadamente PCP e BE, para viabilização do Orçamento de Estado para 2022.

O nosso comentador começou por nos referir, em relação às negociações com o Bloco de Esquerda “o acordo já foi enviado pelo BE, no início desta semana, depois disso já houve uma reunião e o PS já informou o Bloco de Esquerda de não ia aceitar nenhuma das nove propostas por si apresentadas.”

O Eurodeputado José Gusmão sublinha ainda “depois de rejeitar todas as propostas do BE, o Partido Socialista a meio da semana fez o anúncio de medidas que apresentou como concessões ao Bloco de esquerda e que não tem absolutamente nada a ver com o que foi proposto pelo BE e até, em alguns casos, como por exemplo no caso da exclusividade, representam um recuo em relação à lei que já existe.”

O Eurodeputado acrescentou ainda que “o que o governo apresentou é uma tentativa de enganar as pessoas do ponto de vista da abertura negocial do governo em relação aos partidos à esquerda.”

“Mais valia o governo ser sério e dizer que as propostas que foram apresentadas pelos partidos à esquerda são incompatíveis com a perspetiva ideológica do governo do PS e portanto temos que ir para eleições” acrescentou ainda ao Eurodeputado que não deixa contudo de sublinhar que “quer em relação ao PCP quer em relação ao BE não não há a mais pequena cedência por parte do governo.”

Segundo afirma o nosso comentador “António Costa desistiu esta semana de fazer negociações e pura e simplesmente começou a campanha eleitoral” acrescentando que, é sua convicção, que “António Costa decidiu já há algum tempo que quer eleições antecipadas, quer tentar chegar à maioria absoluta que pediu em 2019 e que os Portugueses não lhe deram e vai tentar uma segunda vez.”

Questionado se o cenário mais provável seja o de eleições antecipadas ou se pode ainda existir um volte-face nas negociações, referiu “a porta do BE continua aberta até ao momento do voto” ainda assim acredita “ que o primeiro ministro está a trabalhar numa ilusão perigosa de que vai a eleições e consegue uma maioria absoluta e eu estou absolutamente convencido que não a vai ter”, concluindo “ a falta de seriedade do governo na negociação deste orçamento deixa marcas.”

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