Alentejo

Comentário semanal do eurodeputado Nuno Melo aos microfones da Rádio Campanário (c/som)

Regional 21 Out. 2021

Na Revista de Imprensa desta quinta-feira, dia 21 de outubro, contámos com o comentário do eurodeputado Nuno Melo, do CDS-PP.

Foram vários os temas abordados, nomeadamente a negociação do Orçamento de Estado para 2022, e a sua candidatura à liderança do CDS-PP.

Em relação ao primeiro tema, as negociações do Orçamento de Estado para 2022, o nosso comentador começou por referir “o desfecho destas negociações é difícil de prever muito embora tenhamos vivido muitos anos em encenações permanentes no sentido de uma certa rutura à esquerda que criaria crises políticas” acrescentando “é difícil perceber o que vai acontecer tendo em conta, por exemplo, as declarações do presidente da república que lançou um alerta e que parece indiciar que o próprio tem dúvidas sobre o que irá acontecer.”

Nuno Melo, a este propósito evidencia ainda “eu tenho a certeza que o PCP avaliou de forma muito preocupante os resultados das últimas eleições autárquicas porque perdeu alguns dos seus bastiões, o PS está a entrar-lhes fortemente no seu eleitorado e será de crer que esta aproximação está a causar-lhe um dano” considerando o Eurodeputado que “esta será uma das razões pelas quais o PCP decidiu assumir no que respeita a essa crise política.”

Em relação ao Bloco de Esquerda, e à sua posição, o Eurodeputado Nuno Melo referiu ”resta saber se o que está em cima da mesa é uma tentativa de justificar uma rutura, ou seja, a crise política é culpa do PS ou, pelo contrário, estaremos no caminho de um acordo que viabiliza o orçamento.”

Ainda sobre esta matéria, Nuno Melo refere “o que me parece mais ou menos evidente é que o país não terá grande vantagem neste momento numa crise política e eleições antecipadas.”

No que diz respeito ao segundo tema abordado, a candidatura de Nuno Melo à liderança do CDS-PP, questionado sobre como iria distanciar-se dos resultados positivos obtidos pelo partido nas últimas autárquicas e sobre a liderança de Francisco Rodrigues dos Santos, atual líder, o Eurodeputado referiu “eu sempre disse que a decisão de me candidatar à liderança do CDS-PP não tinha que ver com resultados autárquicos mas sim em relação a uma avaliação que fizesse em relação ao secretário geral do partido e que me parece que é má” sublinhando igualmente “se não tivermos condições de olhar com objetividade para a situação atual do partido dificilmente teremos condições de olhar para o futuro.”

Relativamente aos resultados eleitorais obtidos pelo CDS-PP nas últimas eleições autárquicas adiantou “Eu não quero coligações com o PSD que sejam uma aspirina, eu quero que o CDS tenha um antibiótico que resolva os nossos problemas estruturais.”  

Por último, sobre as mais recentes declarações de Francisco Rodrigues dos Santos à RC sobre a sua candidatura, tendo referido o atual líder referindo: ” Às vezes há interesses pessoais que ditam que as pessoas se sintam na obrigação de avançar para a liderança dos partidos”, o eurodeputado Nuno Melo  responde  “ não sei o que o Francisco Rodrigues dos Santos quer dizer com isso, isso é mesmo uma frase muito imatura de quem lança uma suspeição sem concretizar coisa nenhuma” acrescentando “as pessoas com maturidade assumem o que dizem e portante o Francisco que concretize.”

O Eurodeputado referiu ainda “uma candidatura de um militante a um partido é um ato democrático e um ato de liberdade, mal vai que um eleitor não se possa candidatar à presidência de um partido sem ser por isso apontado “justificando “candidato-me por entendo que neste momento serei capaz de fazer na presidência do partido muito melhor do que Francisco Rodrigues dos Santos.”

 

 

 

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