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COVID-19: Estado de Emergência mais leve e com militares a rastrear infetados

COVID-19: Estado de Emergência mais leve e com militares a rastrear infetados Foto: João Porfírio
Regional 03 Nov. 2020

Devido à evolução da COVID-19, poderá vir a ser declarado nos próximos dias um novo Estado de Emergência em Portugal.

No entanto, segundo o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, este agora será mais “limitado” e de “efeitos preventivos”.

Neste novo momento da pandemia COVID-19 em Portugal, António Costa vai pôr militares e funcionários públicos a fazer rastreio de contactos de infetados com o novo coronavírus, para garantir recursos humanos suficientes para rastrear e quebrar cadeias de transmissão e aliviar a pressão sobre o sistema de saúde. Esta é uma das quatro razões pelas quais primeiro-ministro e Presidente da República defendem um novo estado de emergência “muito limitado”, diz Marcelo Rebelo de Sousa.

António Costa disse só que “determinados trabalhos de rastreamento ou acompanhamento” de infetados serão supervisionados pelas autoridades de saúde e executados pelas Forças Armadas e por “servidores públicos que não podem estar no exercício normal da sua atividade, mas que não estão incapacitados para o trabalho”.

Na noite de ontem, em entrevista à RTP, Marcelo Rebelo de Sousa reconheceu que o rastreio dos contactos de todas as pessoas que testam positivo para a COVID-19 não é “suficiente” e que a solução apontada pelo Governo permitirá chegar aos “milhares [de funcionários] necessários para garantir que chegamos às cadeias de transmissão”.

Os detalhes da requisição de funcionários públicos serão conhecidos quando Marcelo Rebelo de Sousa entregar ao Parlamento a proposta de decreto que concretizará o Estado de Emergência. Ontem, ouviu os partidos com assento parlamentar e uma “maioria de dois terços” concorda com um Estado de Emergência “limitado”.

Mas alguma forma de contenção é indispensável para desmentir os modelos matemáticos, que preveem até dez mil casos por dia, entre cinco e seis mil internados e 600 pessoas em cuidados intensivos, garantiu.

O Presidente da República defendeu o Governo, admitindo a existência de “improvisos, erros, atrasos”; reconheceu que as conferências de imprensa da Direção-Geral de Saúde já cansaram os portugueses ("como tudo o que se repete muito tempo"); e chamou a si "a responsabilidade suprema por tudo isto".

Mas desculpou o Governo, que tem estado a “apagar fogos” e que foi apanhado por uma segunda vaga à entrada do outono e não do inverno, como esperava.

 

(Fonte: JN)

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