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Evora

COVID-19: Surto de lar em Évora contabiliza duas pessoas internadas e pode haver evacuação do espaço

Foto ilustrativa Foto ilustrativa
Regional 12 Set. 2020

Como a RC noticiou [ler aqui], foram hoje confirmados 39 casos positivos de COVID-19 num lar ilegal em Évora, sendo 29 utentes e 10 funcionários.

Em declarações aos jornalistas, o presidente da Câmara Municipal de Évora explicou que, após ter sido detetado o primeiro caso, “a Autoridade de Saúde, a Saúde Pública e a Segurança Social aturam de imediato”, fazendo os testes.

Segundo o autarca está agora a ser feita “uma avaliação por parte da saúde pública, no sentido de avaliar a situação de cada um dos utentes e se há condições ou não para continuarem no lar ou se terá que haver uma evacuação do lar. (…) Temos locais preparados para quando houver necessidade se possa avançar”, nomeadamente “uma residência da Universidade de Évora que está em condições de receber, temos um pavilhão que está em condições de receber. Estamos a avaliar com a Saúde qual o melhor espaço para dar resposta a este tipo de situação e hoje mesmo estão a ser feitas visitas a esses espaços”.

No entanto, para a evacuação, se acontecer, é necessário “conhecer as necessidades de cada um utente porque há utentes que têm necessidades especiais de transporte”, algo que garante já estar a ser feito.

Quanto a questões de pessoal, visto existirem 10 funcionários infetados, refere que estão a ser tratadas e estão a “encontrar alternativas”. Porém, neste momento ainda são os funcionários quem está a cuidar dos idosos.

“A Segurança Social acionou o protocolo que tem com a Cruz Vermelha, no sentido de procurar suprir estas necessidades, não vai ser fácil e por isso é uma situação que estamos a acompanhar hora a hora para garantir que seja possível essa substituição que é absolutamente essencial. E, naturalmente, a Autoridade de Saúde Pública está a fazer o acompanhamento de todos os contactos, famílias e nos próximos dias serão feitas dezenas, ou mesmo centenas, de testes. Vamos esperar que não haja contágio comunitário, mas é um risco real face ao universo que temos e à situação que temos”.

Quanto ao estado de saúde dos infetados refere que “temos duas pessoas internadas em enfermaria e, aparentemente, não temos outros casos mais complicados”.

Sobre o “caso zero” deste surto refere que “não está ainda identificado. Admite-se que possa ser uma pessoa que tinha sintomas e que foi tratada de sintomas diferentes daqueles da COVID, em princípio será uma funcionária”.

Relativamente à ilegalidade do lar e ao conhecimento da Segurança Social sobre o mesmo afirma que “neste momento a prioridade foi focada na resposta aos idosos. Naturalmente que a questão de o lar ser ilegal vai estar em cima da mesa, mas neste momento não é nossa prioridade. A SS tinha conhecimento do lar, tinha contactos, a própria câmara obteve por parte da proprietária a vontade de legalizar o lar, mas neste momento não é essa questão que nos preocupa”.

Carlos Pinto de Sá, deixa ainda uma palavra de apoio às famílias, garantido que “faremos tudo para garantir o bem estar dos idosos e que esta situação possa ser ultrapassada, mas é um surto grave, o primeiro que temos em Évora”.

Recorde-se que, como já tínhamos noticiado, [ler aqui], estes casos surgiram na sequência de um idoso da instituição que foi transportado para o Hospital do Espírito Santo de Évora na quinta-feira, onde fez o teste à COVID-19 cujo resultado foi positivo.

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