07 Jul. 2022
Augusta Serrano
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Alentejo

Delegado Regional do IEFP afirma que “somos a única região do país, em que no Estímulo Emprego, não temos uma única candidatura pendente (c/som)

Regional Escrito por  08 Fev. 2017

As últimas estatisticas publicadas sobre os valores do desemprego, no que diz respeito ao número de inscritos nos Centros de Emprego, revelam uma diminuição nesse número.

À Rádio Campanário, Arnaldo Frade, Delegado Regional do Instituto do Emprego e Formação Profissional – IEFP, explica que “não é o Instituto que cria emprego, quem cria emprego é a economia. O Instituto, enquanto Entidade Pública, promove o ajustamento entre a oferta e a procura de emprego, procurando ajudar os agentes económicos no sentido de aproximar os que estão desempregados, para que estes possam integrar o mercado de trabalho.” O Delegado do IEFP, do Alentejo, acresce ainda que “vivemos uma conjuntura em que efetivamente os números do desemprego estão a descer, é um aspeto positivo, não é algo que nos descanse porque temos ainda 22 900 desempregados na região Alentejo. E isso mobiliza-nos para a qualificação, para dar condições aos desempregados e estes consigam transitar para o mercado de trabalho”.

Arnaldo Frade diz “temos vulnerabilidades ao nível da escolaridade das pessoas, e no âmbito do plano nacional de reformas e dos futuros centros qualifica, essa é uma aposta, a qualificação dos adultos.”

O Delegado Regional, salientou que “também as politicas activas de emprego, como os apoios, nomeadamente à contratação, os estágios profissionais e também o mercado social de emprego, onde as medidas permitem a inclusão de desempregados, todo este conjunto contribuí para que a situação esteja a melhorar.” Mas reforça que “é a economia que cria emprego e isso é uma esperança para o Alentejo”.

Questionado quanto ao congelamento dos estágios, por falta de verbas financeiras, o responsável do IEFP, respondeu que “o serviço público tem uma dotação orçamental e essa não é infinita, logo se existirem várias candidaturas, às várias medidas, é impossível que qualquer orçamento tenha verba que possa corresponder a todas elas. Mas na nossa região, os estágios estão aprovados, no máximo até 15 a 20 dias relativamente à sua entrada”. Frisando que “as candidaturas que estarão por aprovar, serão as que entraram nos últimos 10 a 15 dias. Não temos candidaturas de estágios pendentes, antes do final do ano aprovámos todas as candidaturas entradas até 18 de dezembro. Não só nesta medida, como na medida Reativar, CEI e CEI+. No Alentejo não há pendências.”

Arnaldo Frade termina acrescendo ainda, que relativamente aos apoios à contratação, “somos a única região do país, no que diz respeito ao Estímulo Emprego, não temos uma única candidatura pendente. Todo o passivo de candidaturas que existia foi resolvido em 2016. Estamos agora num período de candidatura da nova medida Contrato Emprego”.

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