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Beja

Duas aldeias de Beja com abaixo-assinado que exige reposição dos serviços de saúde!

Regional Escrito por  Agência Lusa 09 Set. 2022

Cerca de 200 habitantes de duas aldeias do concelho de Beja já subscreveram um abaixo-assinado para exigir a reposição dos serviços de saúde nas povoações, revelou hoje o presidente da união de freguesias.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da União de Freguesias de Albernoa e Trindade, Carlos Casimiro (PS), indicou que estas duas aldeias ficaram sem serviços há dois meses, depois de a única médica que fazia atendimento ter ficado de baixa.

“Mas não são só os serviços médicos, são também os de enfermagem e administrativos. Ficámos sem nada”, lamentou o autarca, vincando desconhecer o motivo pelo qual os atendimentos deixaram de ser feitos em Albernoa e Trindade.

Carlos Casimiro adiantou que a união de freguesias já pediu, por diversas vezes, “uma reunião com urgência” à administração da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) para discutir este assunto, mas não obteve resposta.

Numa resposta a questões colocadas pela Lusa através de correio eletrónico, a ULSBA justificou hoje a ausência da médica “com o facto de se encontrar de atestado/baixa” e assinalou que este é também “um período em que muitos dos profissionais gozam férias”.

Além disso, a ULSBA destacou que tem “menos quatro médicos, que se reformaram nos últimos meses nesta unidade de saúde”, e que “o concurso entretanto aberto para recém-especialistas ficou deserto”.

Já o presidente da união de freguesias disse que a interrupção dos serviços médicos em Albernoa e Trindade “já aconteceu várias vezes”, a última das quais “há cerca de dois anos”, tendo então a população realizado também um abaixo-assinado.

“Temos uma população extremamente envelhecida e a precisar de cuidados quase diariamente e nós não podemos dar resposta. A única resposta que podemos dar é disponibilizar transporte para o Centro de Saúde de Beja, que fica a 21 quilómetros”, afirmou.

Contudo, segundo o autarca, os utentes das duas aldeias que se deslocam a Beja, “por vezes, chegam lá e não têm médico que lhes possa passar [as prescrições para] os medicamentos e alguns exames e análises que precisem fazer”.

“Por isso, resolvemos fazer este abaixo-assinado para que possamos ser ouvidos e para que isto possa ser resolvido o mais rapidamente possível”, sublinhou, realçando que a iniciativa é organizada pela população, com o apoio da união de freguesias.

De acordo com o presidente desta autarquia alentejana, o abaixo-assinado, cuja recolha de assinaturas arrancou no início desta semana, já conta com “cerca de 200 assinaturas” e vai ser entregue à administração da ULSBA.

“O outro abaixo-assinado que fizemos há cerca de dois anos tinha à volta 400 assinaturas. Vamos ver se conseguimos agora mais, talvez a quase totalidade da população das duas aldeias, que são quase 1.000 pessoas”, acrescentou.

Na resposta à Lusa, a ULSBA indicou ainda que a prescrição de medicação “nunca poderá deixar de ser feita” e que vai procurar, em conjunto com a união de freguesias, “agilizar as melhores formas para que tal aconteça de forma célere”.

Quanto à reunião solicitada pela autarquia, “coincidiu com o período de férias da presidente do conselho de administração e diretora clínica dos Cuidados de Saúde Primários”, pelo que o encontro “poderá ocorrer durante os próximos dias”, referiu.

Intitulado “ULSBA queremos os nossos serviços”, o abaixo-assinado encontra-se disponível para ser subscrito nos serviços administrativos da união de freguesias e em vários estabelecimentos comerciais das duas aldeias.

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