Imprimir esta página

Igreja

“Foi uma experiência muito forte para as famílias, mesmo para aquelas em que há maior frieza”, enalteceu D. Francisco José, no dia da Bênção da Família (C/ FOTOS E SOM)

Regional 01 Jun. 2020

D. Francisco José Senra Coelho, Arcebispo de Évora, falou aos microfones da Rádio Campanário, após a cerimónia da Bênção das Famílias, realizada no passado sábado, dia 30 de maio, no Santuário da Nossa Senhora da Conceição, em Vila Viçosa. Foi a primeira celebração comunitária da Arquidiocese de Évora.

O Arcebispo de Évora afirmou que “não podíamos começar as nossas comemorações comunitárias na Arquidiocese de Évora senão neste sítio. Foi uma experiência muito forte, sentida em vários quadrantes e setores na vida, mesmo naquelas situações em que há maior frieza sobre a família, esta realidade sentiu-se de uma forma muito veemente”.

D. Francisco José disse que “foi impressionante ver pessoas a comprarem bilhetes intercontinentais, gente que estava a trabalhar em países no Norte da Europa, ou que estavam a trabalhar em investigação, ou em universidades de prestígio do mundo, que regressaram urgentemente à sua família. Houve este “sentir”, esta espécie de intuição instintiva de que o berço da vida é a família, que é o berço natural, onde se pode usufruir do equilíbrio afetivo”.

Sobre o sentido da família, o Arcebispo referiu que “é este reduto que se pode comparar a uma espécie de ninho que se tornou o último refúgio, onde nós nos confinámos onde voltámos a ser uma família, muitas vezes monoparental, transformada em grande família. Muitas vezes, por motivos profissionais ou de currículo, deixamos a casa dos pais e por vezes a família é preterida. Mas agora a família foi preferida”.

“Por isso, no fundo, viemos aqui, ao solar da padroeira, a casa da Mãe, dizer-lhe um obrigado, porque nos sentimos muito resguardados neste país, onde apesar das dificuldades, não nos podemos comparar a outros países, e queria rezar muito pelo povo irmão do Brasil, e pelo povo dos EUA e quero também mandar um abraço à diáspora portuguesa. Estamos aqui a rezar por eles, mas sentimos que Nossa Senhora cuidou de nós e aqui nesta Arquidiocese de Évora, onde as coisas correram de um modo muito suave e sentido com bastante segurança”, enalteceu D. Francisco José.

O Arcebispo lembrou também de todos os profissionais de saúde “que estiveram em pronto socorro, com competente e dedicada atenção aos apelos que foram feitos”, e também “todos aqueles que cuidam dos mais indefesos”, referindo aos profissionais dos lares, IPSS e centros juvenis.

“Um obrigado muito profundo àquela que é a mãe das mães, que tem este símbolo do colo, ternura, carinho e acolhimento. É tudo isso que está no meu coração e aos pés de Nossa Senhora, que é a plenitude da Humanidade e que Nossa Senhora nos ensine a ser mais humanos uns com os outros. Não podemos ficar marcados nem ter medo. Temos que nos ajudar, de mãos dadas a estabilizar este barco que é a vida. Acredito que vamos conseguir ultrapassar esta fase”, conclui D. Francisco José.