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Hospital de Évora previsto no Orçamento Estado 2017, mas ainda em busca de alternativas de financiamento (c/som)

Regional Escrito por  18 Out. 2016

A construção da nova unidade hospitalar de Évora está contemplada no Orçamento do Estado para 2017, assegurando à população da região os cuidados de saúde que necessita, concentrados num único espaço.

Recorde-se que a conclusão da obra estava prevista para 2014, contudo, em 2011, o investimento em Évora foi apontado como um dos empreendimentos a cancelar devido à presença do FMI em Portugal.

Em declarações à Rádio Campanário, o presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo, José Robalo, disse que o novo hospital central público de Évora, “é uma estrutura pesada em termos orçamentais”, daí que seja necessário desencadear os procedimentos necessários para que a construção se inicie em 2017, podendo vir a ser alargado a áreas da investigação e a projetos específicos de proximidade “entre o Hospital de Évora e a própria Universidade de Évora e os Politécnicos do Alentejo”.

José Robalo revelou a esta Estação Emissora que o projeto do novo hospital de Évora já está fechado, tendo sido avaliado há pouco tempo “porque os estudos hospitalares vão-se modificando de uma forma muito rápida e aquilo que se fez, foi solicitar que se olhasse para o projeto e ver se esse projeto cumpria exatamente as exigências que nós queríamos para uma unidade hospitalar de carater central a nível de Évora”.

Questionado, diz que o projeto está atual, “não houve grandes alterações em relação à proposta inicial, de qualquer forma, até à sua concretização terá que haver algumas adaptações em função da nova realidade”.

José Robalo afirma que ainda não existe data definida para o arranque da construção devido à dependência “do financiamento ao nível do Portugal 2020, quais são as possibilidades, e arranjarmos algum financiamento por essa via”.

Instado sobre o Portugal 2020 não contemplar verbas para a construção da nova unidade hospitalar, José Robalo diz que poderá vir a contemplar, não vendo que “haja impedimento para isso”, acrescentando que está a ser procurado “financiamento externo”.

Orçamentado em 160 milhões de euros, com um prazo de conclusão de cinco anos, José Robalo está convencido que esse prazo possa ser menor, dependendo “da obrigação orçamental. É uma coisa que tem que ser ponderada por quem definir os critérios de financiamento”.

“É uma estrutura complexa", daí que exista a possibilidade de outras formas de financiamento. José Robalo diz que “há espaços que pertencem ao hospital e podem ajudar a financiar a construção, mas teremos que ter sempre uma tesouraria que permita assumir essa responsabilidade”, justificando, “quando fazemos construções a partir do Portugal 2020, temos que ter em carteira o orçamento que depois será reposto quando se concretizar a obra”, já que, “o pagamento é feito à posteriori e temos que ter essa capacidade orçamentada para que a construção avance”.

Uma das formas de financiamento poderá passar pela abertura de meios complementares como “dar um enfoque muito especial à área da investigação”, não sendo exclusivamente do programa Portugal 2020. “Pode haver outros financiamentos que se desenvolvam a partir de projetos específicos, como por exemplo a investigação, a proximidade entre o Hospital de Évora e a própria Universidade de Évora e os Politécnicos do Alentejo, de forma a desenvolver áreas especificas de investigação”, assegurando o modelo integralmente público previsto para a construção e gestão do novo hospital.

Outra solução poderá estar “na área de integração de cuidados, ou seja, no apoio à decisão em termos dos profissionais de saúde (…)”, acrescentando, “têm que se explorar todas as hipóteses para que tenhamos aqui um hospital que se adeque a critérios mais académicos a nível da região, e que podem criar alguma diferenciação (…) há uma série de fatores que podem justificar alguma diferenciação de equipamento que não seja exclusivamente hospital”, admitindo que são coisas extremamente complexas, daí que, seja necessário “procurar e ver o que é que nos interessa em termos de desenvolvimento regional desta unidade e como podemos integrar os espaços académicos que temos na região”.

         

 

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