ICNF: Criticamente em perigo o Abutre Preto pode ser visto no Alentejo

Regional Escrito por  23 Dez. 2021

Desde 2018, foram monitorizadas 40 crias de abutre-preto (Aegypius monachus), no Parque Natural do Tejo Internacional, no âmbito dos projetos desenvolvidos para o acompanhamento da evolução desta espécie.

O abutre-preto é uma espécie classificada como Criticamente em Perigo, no nosso país, ocorrendo nas áreas do Douro Internacional, do Tejo internacional e no Alentejo.

O conhecimento dos movimentos de dispersão juvenil e das ameaças à população de abutre-preto, estabelecida na maior colónia da espécie em Portugal, é o objeto de um estudo em curso no Parque Natural do Tejo Internacional.

O estudo, em Portugal, inclui a anilhagem, a colocação de emissores GPS/GSM em juvenis voadores e a recolha de amostras biológicas de sangue e penas, para identificação de sexo e estudo toxicológico, no sentido de analisar a eventual presença de metais pesados e produtos veterinários, com origem nas carcaças de ungulados silvestres e animais de explorações pecuárias.

A marcação de juvenis voadores com dispositivos GPS/GSM, até 2020, permitiu observar que, durante a dispersão juvenil, estes abutres visitam extensas áreas da Península Ibérica – desde o sul de França, às regiões espanholas da Galiza, no norte, e da Andaluzia, no sul – e estabelecem preferência em determinados territórios mais próximos da colónia, como o Parque Natural do Tejo Internacional, o Parque Natural da Serra de São Mamede e a ZEC da Sierra de San Pedro.

O estudo, ainda em curso, é a maior investigação de deteção toxicológica em populações de aves de rapina ameaçadas em Portugal, e um dos maiores estudos de monitorização toxicológica em crias de abutre-preto na Europa.

Os trabalhos de monitorização são desenvolvimentos, durante o ano de 2021, integram-se no  projeto “Investigação e monitorização de avifauna no PNTI” desenvolvido em parceria pelo ICNF e a QUERCUS, com o apoio do Fundo Ambiental.

O desenvolvimento destes projetos é uma parceria estabelecida entre o ICNF, o biólogo Alfonso Godino, a QUERCUS e voluntários associados, e pelos apoios da Hawk Mountain Sanctuary Association, da Endesa S.A., da Facultad de Veterinaria da Universidad de Murcia, da Junta de Andaluzia, do POSEUR e do Fundo Ambiental.

Foto/Fonte: ICNF

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