Evora

Município de Évora anuncia estrutura preparada para receber doentes por forma a aliviar pressão do HESE

Regional 03 Jan. 2021

Face à pressão exercida sobre o Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) devido à COVID-19, o município de Évora anuncia que tem já preparada uma estrutura que poderá começar a ser usada assim que esta unidade entender.

De acordo com a informação avançada pelo Diário do Sul, o anuncio foi feito a este jornal pelo presidente da Câmara Municipal de Évora, adiantando que teve indicação de que este equipamento pode entrar em funcionamento já nos próximos dias.

O espaço é o pavilhão da antiga Siemens, em frente ao Centro de Formação Profissional do Instituto de Emprego e Formação Profissional, na zona industrial de Évora, no Bairro da Horta das Figueiras e segundo explica Carlos Pinto de Sá “A estrutura está totalmente equipada, tem camas, variados equipamentos, estando preparada para receber cerca de 40 utentes”, adiantando que pode ser expandida para mais camas.

Conforme adianta o Diário do Sul, o autarca mostra-se preocupado com o aumento muito significativo de casos de Covid, sobretudo num conjunto de lares que “tem causado uma maior pressão sobre o hospital”.

Relativamente ao concelho de Évora, o presidente da autarquia, segundo o DS, diz que o mais preocupante é o de um lar da Santa Casa da Misericórdia de Évora que está a ser acompanhado pela saúde pública.

Quanto ao Lar da Casinha, sublinha, já foi evacuado, “os utentes estão já a receber apoio e o espaço já foi desinfetado, esperando que possa brevemente retomar o seu trabalho para receber os utentes que estão recuperados”.

Carlos Pinto Sá salienta que os surtos nos lares do distrito de Évora, em vários concelhos do Alentejo Central como “Mourão, Vendas Novas, Montemor-o-Novo, Viana do Alentejo e Mora são problemas muito significativos que estão a pressionar os meios e a resposta do Hospital do Espírito Santo de Évora”. E acrescenta: “Os lares estão a enviar pessoas e o hospital esgotou a sua capacidade” considerando ainda que este elevado número de casos a que estamos a assistir resulta também das famílias, como já havia dito. “Começamos a assistir às consequências do período natalício, que era um receio que tínhamos”.


 


 

 

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