Alentejo

“Na Lima Mayer só produzimos vinhos “fantásticos e excepcionais”, qualidade reconhecida pelo mercado” diz Tomaz Lima Mayer(c/som)

Regional Escrito por  03 Out. 2022

 

Os vinhos Lima Mayer são produzidos na Quinta de São Sebastião em Monforte, a qual integrava uma das mais tradicionais e prestigiadas casas agrícolas do Alto Alentejo, pertencendo ao Marquês da Praia e Monforte.

Lima Mayer veio para a Quinta de Monforte a partir de 1985, depois de anos de uma vida agitada. É aqui que o produtor de vinhos Thomaz de Lima Mayer faz o que mais gosta.
Recebe a família, amigos e clientes, faz vinho e percorre os cerca de 850hectares da herdade sempre com a mesma vontade e motivação.

Este ano, os vinhos Lima Mayer celebram 20 anos de vindimas, uma data que deve ser celebrada pois são duas décadas de trabalho e de motivação.

A Rádio campanário esteve à conversa com o produtor deste vinho, Tomaz Lima Mayer, e fomos saber o que mudou nestes últimos 20 anos no que diz respeito à produção dos seus vinhos.

Tomaz Lima Mayer começa por nos contar “quando começámos nesta atividade começámos por plantar uma vinha e a partir daí começamos a criar vinho” sublinhando que também a vinha, com o passar dos anos, vai ficando melhor.

Segundo o produtor “a vinha vai ganhando idade e também vai ganhando qualidade” sendo esse o principal objetivo da sua produção: primar pela qualidade.

Lima Mayer explica-nos que o passar dos anos trouxe também “um aperfeiçoamento da técnica

pois uma vinha com 20 anos já tem outras características e permite-nos tirar partido dessa evolução e produzir vinhos com uma elevadíssima qualidade.”

Para o proprietário da Herdade, a sua oferta de vinhos classifica-se em duas categorias “os vinhos fantásticos e os vinhos excepcionais” justificando “os primeiros são os mais “correntes” e depois temos uma seleção de vinhos excepcionais, com muita qualidade, uma produção com menos quantidades e que não se faz todos os anos pois as uvas, para esta produção, têm que ter determinadas características.”

A empresa, sobejamente reconhecida no mercado, “tem vindo a reforçar cada vez mais a sua posição ” ainda que os últimos anos, como nos explica, não tenham sido fáceis “

a pandemia de covid e aos mercados fechados, trouxe-nos constrangimentos pois os nossos principais clientes são os restaurantes e isso criou-nos algumas dificuldades transversais também aos mercados internacionais.”

Questionado pela opção de apostar apenas na área da restauração e não na distribuição ás grandes superfícies comerciais, Tomaz Lima Mayer explica “apostámos apenas nesta vertente dos restaurante, não distribuindo para grandes superfícies porque nós somos pequenos , temos uma produção de cerca de 120 a 130 mil garrafas por ano ou seja não é uma produção muito grande e normalmente as grandes superfícies quando há vinhos com volumes de venda muito elevados, praticando preços muito baixos, e essa não é a nossa estratégia.”

Até há alguns anos atrás nos mercados internacionais ninguém atribuía ao vinho português o estatuto de qualidade, mas apenas de quantidade” refere acrescentando contudo “o aumento de turismo e os produtores de vinho a apostarem na qualidade faz com que a nossa imagem lá fora esteja a mudar e é isso que temos que trabalhar”.

Nós somos capazes de produzir os melhores vinhos do mundo e temos que ganhar esse reconhecimento, sendo este o nosso objetivo principal” apesar de , como reconhece “não ser fácil fácil convencer as pessoas que o nosso vinho justifica um determinado preço.”

No que diz respeito ao mercado internacional, o produtor refere que o Brasil “representa uma percentagem muito pequena da nossa exportação embora a queiramos aumentar” e os maiores potencias são os mercados da China, mercado atualmente fechado, a Alemanha , Bélgica e os Estados Unidos , mercados com uma grande receptividade para os vinhos portugueses.”

Os vinhos Lima Mayer lançaram recentemente um edição de vinho Rosé- Rosé 2021 que se distingue, como refere o seu produtor “desde logo, pela marca Lima Mayer e pela sua qualidade por se tratar de uma produção pequena, 15 mil garrafas por ano .”

A herdade produz apenas um vinho em monocasta , um vinho que se esgota sempre e com procura superior à oferta, os restantes vinhos explica Lima Mayer “nós fazemos uma composição das várias castas”. Para o produtor este é “um trabalho apaixonante , da nossa parte e no momento em que se v~e a reação do mercado ao que produzimos. “

Com uma vinha de 20 hectares e uma propriedade de 850 hectares, realça que a qualidade do que produz só é possível graças ao terroir(conjunto de características especificas e essenciais para uma produção de qualidade) que tem, adiantando contudo que o mais importante é mesmo “tirar o melhor partido possível do terroir que temos e o nosso tem algumas características fundamentais, nomeadamente as amplitudes térmicas muito grandes no verão e a acidez dos solos.”

Com uma marca implantada ano mercado, Tomaz Lima Mayer refere-nos “estou satisfeito pois julgo que o mercado tem vindo a reconhecer a nossa qualidade” sendo certo que como acrescenta “o caminho vai-se fazendo, é um caminho onde vamos subindo degrau a degrau.”

 

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