“O desafio é muito grande, são muitos hectares de rede primária e secundária, para fazermos a manutenção, faz-nos falta recursos humanos e maquinaria” explica responsável dos Sapadores Florestais da CIMAA (c/som)

Regional 22 maio 2020

Em declarações à RC, Carlos Lourenço, responsável das Brigadas de Sapadores Florestais da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) fala sobre a preparação da pré-época de incêndios e dos principais constrangimentos e necessidades que têm.

O responsável refere que “desde cedo a CIMAA abraçou o projeto” dos sapadores. A primeira brigada entrou em funcionamento em 2018 e a segunda em julho de 2019. Cada uma destas brigadas é composta por “seis viaturas todo o terreno, guarnecidas com cinco sapadores florestais, num total de 30 sapadores”. Conta ainda que “recentemente recebemos, devido ao acordo de colaboração com o ICNF [Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas], maquinaria pesada para trabalhar na rede primária da defesa da floresta contra incêndios”, como o tratar que receberam à pouco e que “vem com alguns equipamentos florestais que nos permitem fazer este trabalho, de extrema importância para que a nossa floresta esteja mais protegida e mais segura”, frisa.

Todas estas máquinas são uma mais valia para os sapadores, pois “a dimensão do desafio que nos é pedido é muito grande, são muitos quilómetros e hectares de rede primária e secundária, e para fazermos essa manutenção anual das faixas é necessária maquinaria que nos facilite”, explica.

Refere que “em meados de março” receberam um trator no qual ainda estão a ser dados os “primeiros passos”, mas que já se veem “resultados muito positivos”.

No momento, Carlos Lourenço revela que a COVID-19 trouxe “alguns constrangimentos” e tiveram de ser feitas alterações às equipas e que acabou por prejudicar a “fase de pré-época de incêndios”.

Outros constrangimentos prendem-se com “as condições de trabalho”, mas explica que se tem feito progressos nesse sentido, apostando na formação dos sapadores florestais. A exigência do trabalho é outro ponto referido, pois “estes homens trabalham todo o ano na floresta de inverno, de verão, ao sol ou à chuva e o trabalho que fazem requer muito esforço, muita dedicação e muita formação e ao nível das condições de trabalho poderiam ser melhoradas”.

Demonstra agrado por “cedo” a CIMAA ter identificado “a necessidade de ter sapadores florestais no nosso território, o Alto Alentejo tem bastante floresta, principalmente no norte do distrito, temos concelho com floresta considerável e somos fustigados por incêndios florestais recorrentemente, [então] há esta necessidade, importante [de] ter estes homens”.

Relativamente à época de incêndios, explica que a primavera deste ano “teve muita precipitação, agora temos os dias com temperatura e a vegetação tem tendência para crescer”. Revela que a “janela de oportunidade” para realizar os trabalhos de limpeza da floresta é “muito limitada”, mas está a “ser aproveitada da melhor forma e esperamos chegar ao período crítico com o trabalho o mais adiantado possível”.

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