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Os bichos passam a caloiros! Estivemos na receção ao caloiro da Universidade de Évora

Regional Escrito por  Sofia Carvalhinha 01 Nov. 2022

São os bichos, os novos estudantes que entram pela primeira vez na Universidade de Évora e agora transitam para o estágio de caloiro. Cada curso tem as suas especificidades, mas todos se unem em momentos históricos que agregam todas as casas, como a passagem de bicho para caloiro e a primeira vez que os praxistas de segundo ano trajam. Este grande evento que chamada toda a cidade de Évora culmina com a Sapatada. Os bichos trajam com pantufas devidamente identificadas e à meia-noite são largadas todas as pantufas aleatoriamente, depois de molhar o pé na fonte na Sé. Os caloiros são desafiados a encontrar as suas pantufas no meio de milhares de outras. Quase que poderíamos dizer que é como encontrar "uma agulha no palheiro".

Falamos com praxistas e bichos em ascensão para caloiros de Biotecnologia, Medicina Dentária, Psicologia, Engenharia Informática, Desporto e Ciência e Tecnologia Animal. Conhecemos estudantes oriundos de diversos pontos do país e estudantes internacionais, que dão um feedback globalmente positivo da experiência universitária em Évora. 

“Organizamos durante um mês e meio este evento e temos a responsabilidade perante os bichos de que corra tudo bem e de integrá-los na universidade. O dia de hoje é o culminar da praxe, uma das melhores fases da universidade, é muito melhor ser bicho do que ser caloiro. É a melhor fase da vida deles." diz-nos Lucas Fagundes, praxista de terceiro ano de Ciência e Tecnologia Animal.

Quanto questionado sobre os novos desafios que se colocam à Praxe como instituição e perante as necessidades das gerações atuais, afirma que: "Esta foi a geração que apanhou a pandemia no auge e ficou muito tempo fechada em casa. Sentimos que faltam competências de convívio com as pessoas."

Mas os contrastes também se fazem sentir: “Também há aquele perfil de bichos que como nunca sairam na pandemia têm mais vontade de sair, e outros que não sairam, não têm tanta essa predisposição. '', diz-nos a praxista Inês Santos, já rouca. 

“A praxe tem que se adaptar aos novos desenvolvimentos da sociedade. A atualização é constante. Este ano o A Cega Rega, que é o livro que rege todas as tradições académicas, foi atualizado. Os tempos mudam evoluem e a população também.” partilha Lucas Fagundes.

Os caloiros demonstram grande entusiasmo ao longo do evento, como nos partilha a quase caloira Matilde, de Medicina Dentária: “Eu sou de Serpa e estou a adorar a experiência na praxe, os nossos Senhores Estudantes são incríveis. A praxe não é esse bicho de sete cabeças que toda a gente pinta e se não tivesse entrado na praxe provavelmente não teria feito os amigos todos que fiz.”

Entre as actividades, destacaram momentos marcantes como “Aprender a cozinhar na praxe. Os Senhores Estudantes fornecem-nos comida, repartimos as tarefas como lavar a loiça e cozinhar. Eu aprendi a cozinhar na praxe”. 

Outros dizem-nos que a praxe teve um impacto positivo na integração e adaptação a um novo país e a uma nova cidade. Este evento é uma tradição histórica estudantil de grande relevo para a comunidade estudantil de Évora e para a sociedade civil de um modo geral. 

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