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Alentejo

Pandemia agravou condições de vida de imigrantes que trabalham nos campos do Alentejo

Pandemia agravou condições de vida de imigrantes que trabalham nos campos do Alentejo Foto: Observador
Regional 18 Jan. 2021

Ano após ano a apanha da azeitona a partir de meados de Setembro, atrai milhares de cidadãos estrangeiros para Beja que trabalham até ao final da campanha, no início de Fevereiro. No entanto, este ano atípico, trouxe mudança para as familías que vêm do estrangeiro para trabalhar.

A pandemia, a antecipação da apanha da azeitona e a exploração de empresas de prestação de serviços estão a deixar muitos imigrantes que trabalham os campos no Alentejo em condições aflitiva. Segundo as declarações de Isaurindo de Oliveira, presidente da Cáritas Diocesana de Beja, a instabilidade laboral e o facto de grande parte destes imigrantes que trabalham na agricultura ter contratos sazonais e receber entre 2,5 a 3,5 euros por hora é preocupante, avança o Público.

Os contratos de trabalho, com referência ao salário mínimo, “são pagos à hora, noutros [casos] à semana, à quinzena ou ao mês e, às vezes, com atrasos e irregularidades”, diz o presidente da Cáritas.

Em causa estão condições de vida por vezes degradantes que ficaram mais agravadas à conta da pandemia. Surge, assim, um fenómeno em Beja, e também noutros concelhos do Alentejo, com imigrantes abandonados a deambular pelas ruas, a quem são devidos salários em atraso.

Pedem auxílio na rua e a organizações de apoio social como a Cáritas. Alguns deles começam a ocupar casas abandonadas na periferia da cidade, outros correm o risco de perder as casas onde vivem por não conseguirem pagar a renda.

Isaurindo de Oliveira comenta o número “muito grande” de pessoas que apareceram de repente “com problemas alimentares”.

Segundo o Público, a Cártias Diocesana de Beja presta atendimento a imigrantes de 27 nacionalidades diferentes. A Associação Solidariedade Imigrante (Solim), que também presta apoio a cidadãos estrangeiros, refere que naquela zona do país possam estar 30 mil imigrantes, enquanto o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras avança que no distrito de Beja existem cerca de 12 mil imigrantes. Não é certo quantos chegam de forma ilegal ao sul do país.

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