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Projeto “Sonotomia” traz criadores e peritos internacionais “à caça” das paisagens sonoras do Alentejo

Projeto “Sonotomia” traz criadores e peritos internacionais “à caça” das paisagens sonoras do Alentejo Foto: Volrtexmagazine
Regional 09 Set. 2020

“Sonotomia” é um projeto europeu que foi inaugurado em 2019 no Alentejo e agora está de volta à região entre os dias 14 e 21 de setembro.

Criadores, cientistas, tecnólogos, gestores culturais e peritos em património cultural e natural de diferentes países vão estar em residência artística no Alentejo, mais concretamente em Odemira, Santiago do Cacém, Sines, Grândola e Alcácer do Sal, para “criar um registo para a posteridade de paisagens sonoras, algumas em extinção”.

“No Alentejo, a iniciativa vai incidir nos territórios marítimos, fluviais e lacustres e os seus resultados farão parte das estreias do Festival Terras sem Sombra nos próximos anos”, segundo a associação Pedra Angular, que coordena o projeto.

O objetivo da “Sonotomia”, passa “pela construção de um arquivo das paisagens sonoras do litoral alentejano, com recurso a um inovador suporte tecnológico, 4Sound, desenvolvido por peritos em acústica da Hungria, Países Baixos e Alemanh”, acrescentou a associação de salvaguarda do património do Alentejo, que é a entidade que organiza o Festival Terras sem Sombra.

Estes são “espaços que são representativos da identidade e do património europeus na sua dimensão sonora. Áreas tão diversas como o porto de Sines, com os ruídos caraterísticos da paisagem industrial, as zonas protegidas que salvaguardam a biodiversidade costeira – santuários de espécies raras da fauna e da flora–, ou os plácidos espelhos líquidos do interior, onde reina um silêncio mais aparente do que efetivo, configuram este projeto multifacetado, distinguido pela União Europeia”.

A residência artística contará com criadores e especialistas provenientes de diferentes pontos do mundo, entre os quais se destacam Poul Holleman (Austrália), Wes Broerse (Hungria), João Loureiro (Portugal), Antonio Jiménez (Espanha), Tessa Nijdam (Holanda) e Jamie Man (Reino Unido).

Em Portugal, o projecto Sonotomia “incide, do modo especial, nos ecossistemas aquáticos e nos ambientes que fazem a transição destes meios para os ecossistemas terrestres, as zonas húmidas, pondo em destaque a sua função essencial na defesa dos mais diversos suportes de vida e a sua relevância paisagística”.

Sonotomia é uma iniciativa da Pedra Angular, associação de salvaguarda do património do Alentejo que organiza o Terras sem Sombra, que tem como parceiros a Fundação Santa Maria de Albarracín, o Governo Autónomo de Aragão, com sede na cidade de Albarracín (Teruel), em cuja serra nasce o rio Tejo, e a 4D Sound Studio, instituição de investigação científica e criação artística com o quartel-geral em Budapeste e pólos em Amesterdão e Berlim.

O projecto faz parte do “Europa Criativa”, o programa da União Europeia de apoio aos setores cultural e criativo, que congrega algumas das mais inovadoras ações neste âmbito, ao nível dos 27 estados-membros.

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