28 maio 2022
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Evora

Universidade de Évora quer capacitar cidadãos para a crise climática e torna-los 'prosumidores'!

Regional 25 Jan. 2022

A Universidade de Évora (UÉ) torna-se um dos cinco demonstradores europeus para transformar o sistema energético – juntamente com Inglaterra, Dinamarca, Eslovénia e Espanha -, através do Projeto internacional AURORA (Alcançar uma nova Consciência Energética Europeia), com o objetivo de capacitar as pessoas da Europa a apropriarem-se do debate sobre as alterações climáticas e a reduzir a sua pegada de carbono.

De acordo com este projeto de investigação, a crise climática só pode ser abordada eficazmente se os cidadãos tiverem capacitados a desempenhar um papel muito mais ativo na transformação do sector energético, participando no cumprimento do objetivo ambicioso da UE de reduzir as emissões de carbono em 55% no prazo de uma década.

Com a participação da Universidade de Évora, "vamos contribuir principalmente com implementação de uma comunidade de energia renovável, onde o nosso papel será principalmente para a comunidade local e para a comunidade académica, demonstrando que é possível ser um cidadão de emissões carbónicas reduzidas e ter um efeito replicador, que é como a Universidade de Évora ajuda a trazer o Acordo Verde Europeu à vida local", avança Luís Fialho, investigador da Cátedra Energias Renováveis da academia eborense.

Desta forma a Universidade de Évora em Portugal é um dos nove parceiros internacionais deste o projeto coordenado pela a Universidade Técnica de Madrid, contando com 7.000 cidadãos em cinco localidades da Dinamarca, Inglaterra, Portugal, Eslovénia e Espanha, para lhes dar voz ativa sobre a forma como a sua energia é gerada e usada. Estas comunidades de "cidadãos cientistas" financiarão instalações fotovoltaicas locais para produzir um total de cerca de 1 megawatt de energia renovável. Para tornar a crise climática menos abstrata para os cidadãos, o projeto centrar-se-á primeiro na consciencialização das "pegadas de carbono" das nossas escolhas energéticas diárias. Os cidadãos receberão recomendações personalizadas sobre a forma como tomar decisões energéticas mais informadas para reduzir as suas emissões.

Os resultados serão partilhados com muitos outros cidadãos por toda a Europa com o objetivo de iniciar um movimento de baixo para cima para a mudança. O projeto defenderá também politicamente uma abordagem mais orientada para os cidadãos para enfrentar a crise climática, por exemplo, envolvendo-se com o Programa Ambiental das Nações Unidas e os legisladores europeus que se preparam para a Conferência das Nações Unidas sobre alterações climáticas no Egito (COP27) em 2022. O projeto AURORA faz parte do renomado programa "Horizonte 2020" da UE, iniciado em dezembro de 2021. Serão investidos 4,6 milhões de euros nos próximos 3,5 anos. A União Europeia estabeleceu metas ambiciosas para mitigar e adaptar-se à crise climática: reduzir as emissões de gases com efeito de estufa em 55% em menos de uma década e tornar a Europa o primeiro continente neutro em termos climáticos até 2050. Três quartos destas emissões são um resultado direto da forma como as pessoas produzem e consomem energia. O projeto AURORA permitirá aos cidadãos desempenhar um papel ativo na transformação deste setor, dando-lhes as ferramentas para alcançarem essas ambições e permitir que os cidadãos se tornem simultaneamente produtores e consumidores de energia ('prosumidor').

Visa assim fomentar comunidades locais de energia, alimentadas por tecnologia fotovoltaica de última geração, e com isso poder transformar o sistema energético em geral, para torná-lo mais transparente, justo e sustentável. Abordagens como estas destinam-se a envolver particularmente as gerações mais jovens e capacitá-las a tornarem-se agentes de mudança para além do próprio projeto. Através de workshops e atividades práticas, o projeto incentivará os cidadãos a mudar os seus comportamentos e atitudes em relação à energia. As quatro localizações na Europa continental serão criadas em torno dos campus universitários como centros de inovação social; um quinto demonstrador será criado numa das regiões economicamente mais desfavorecidas da Inglaterra, onde as autoridades declararam o estado de "Emergência Climática" em dezembro de 2018.

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