Zonas industriais e áreas empresariais de Campo Maior e Beja vão ter financiamento do PRR

Regional 14 Jan. 2022

As zonas industriais e áreas empresariais de 10 municípios do país vão beneficiar de um investimento de 110 milhões de euros, montante aprovado ao abrigo de candidaturas ao Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), foi hoje anunciado.

Em comunicado, o Ministério da Coesão Territorial adianta que as 10 candidaturas selecionadas no âmbito do aviso dirigido a áreas de acolhimento empresarial de nova geração se referem aos municípios de Chaves, Melgaço, Vila Real, Águeda, Guarda, Oliveira do Hospital, Rio Maior, Campo Maior, Beja e Lagos.

Com este investimento, aqueles municípios “vão modernizar zonas industriais e áreas empresariais já existentes nos seus territórios, para as preparar para as transições verde e digital e garantir uma melhoria da competitividade das empresas aí instaladas”, lê-se na nota.

“Com esta decisão, mais de 73 milhões (66%) são dirigidos a territórios do interior e praticamente 37 milhões são destinados ao litoral”, precisa a nota, especificando que as maiores fatias dos apoios máximos a conceder se destinam ao Centro (32,1 milhões de euros) e ao Norte (30,9 milhões).

Seguem-se as regiões do Alentejo, que pode beneficiar de um apoio máximo de 30,1 milhões de euros, de Lisboa e Vale do Tejo, com 12,8 milhões de euros e, por fim, do Algarve, com 4,1 milhões de euros, acrescenta o Ministério da Coesão Territorial.

“Estes fundos podem apoiar investimentos na auto produção e armazenamento de energia renovável, ilhas de qualidade energética A+, soluções de carregamento de viaturas elétricas e abastecimento a hidrogénio, cobertura de Banda Larga Rápida (5G) em áreas do interior com comprovada falha de mercado ou soluções de resiliência ativa a incêndios, consoante as características das AAE [Áreas de Acolhimento Empresarial]”, acrescenta.

As 10 candidaturas, selecionadas pelas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve, foram avaliadas, entre outros aspetos, tendo em conta “o número de empresas instaladas e o número de postos de trabalho” em cada área.

Por outro lado, foi analisado “quantos desses negócios estão associados a cadeias de logística e de que forma se articula o trabalho dessas empresas com o Sistema Regional de Inovação em questão”, prossegue a nota.

A medida dá continuidade aos investimentos dos Programas Operacionais Regionais no âmbito do Portugal 2020 - de apoio a novas áreas e requalificação das já existentes -, e será ainda complementada com apoios no âmbito do Portugal 2030.

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