08 Ago. 2022
Augusta Serrano
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Monsaraz

Grupo Coral da Freguesia de Monsaraz a cantar desde 1975. Conheça a sua história pelo coordenador José Serafim (c/som e fotos)

Reportagens Escrito por  06 Jan. 2020

A freguesia de Monsaraz voltou a cumprir a tradição do Cante aos Reis, no passado domingo (5 de fevereiro).

A Rádio Campanário acompanhou a iniciativa e na aldeia de Telheiro, mais propriamente na Casa do Cante falou com José Serafim, responsável pelo Grupo Coral da Freguesia de Monsaraz.

O responsável começa por referir que “sou natural desta freguesia, mais propriamente desta aldeia”, acrescentando que “integro o grupo da freguesia de Monsaraz desde 1975”, ano da sua fundação.

José Serafim relata que “inicialmente o grupo estava sobre a égide da casa do povo, o traje que usávamos era muito diferente daquele que usamos hoje”, referindo, no entanto, que “alguns dos cantadores estão aqui presentes ainda hoje”.

Em 1983 “devido a alguma desorganização o grupo deixou de existir”, tendo sido recuperado “uns anos mais tarde já sobre a égide da associação de freguesia”, declara.

As dificuldades, segundo nos conta José Serafim, “eram muitas, não era fácil os grupos subsistirem pelos próprios meios”, o que motivou que “por volta de 1996 o grupo cessasse atividade”.

Foi “em 2002 que renascemos com o figurino atual, conseguimos dar-lhe uma organização diferente daquela que tinham os grupos anteriores”.

José Serafim não esquece “a ajuda das autarquias que têm permitido levar a água ao moinho”.

Questionado pela RC sobre o impacto do Cante Alentejano ser considerado Património Imaterial da Humanidade, José Serafim afirma que “o cante é visto de uma maneira completamente diferente, tornou-se muito mais apelativo”.

Para o responsável “muita gente tem curiosidade, e gosta, de ouvir o cante Alentejo, mesmo sem serem alentejanos ou até portugueses”.

José Serafim considera que “o facto de ser Património Imaterial da Humanidade veio dinamizar esta arte”, acrescentando que “os cantadores sentem-se mais compenetrados a interpretar o cante de uma forma mais séria”.

A RC procurou saber quais os métodos de seleção que um grupo coral têm, ao que José Serafim explica “os grupos precisam de todos os elementos possíveis para os integrarem, em função dos problemas demográficos temos pouca gente, logo não nos podemos dar um luxo de escolher pela qualidade da voz”. Assim sendo “procuramos que todos se integrem e quando não sabem tentamos ensinar-lhe”.

José Serafim declara que “os grupos corais não tem formação musical, nós temos o ouvido, por isso quando a pessoa gosta certamente que terá algo que fará com que ela aprenda”.

O responsável pelo Grupo Coral da Freguesia de Monsaraz considera que “o mais importante é ter vontade e não estragar aquilo que os outros fazem”.

Relativamente ás posições ocupadas por cada elemento no grupo, José Serafim refere que “os solistas são escolhidos pela apetência de cada um dos cantadores”, acrescentando depois que “a primeira pessoa a cantar dentro do grupo tem de ter uma voz bem colocada, é aquilo a que chamamos o ponto”. Por outro lado “o alto vai entrar numa terceira maior acima, seguindo-se depois a entrada do coro do grupo”.

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